O que não faltam são atletas históricos que representaram o Brasil ao longo das últimas 16 edições dos Jogos Paralímpicos. Faltando 2 dias para começar a Paralimpíada, que pela primeira vez acontecerá em Paris, na França, o Brasil contará com atletas que podem se consagrar na galeria dos maiores vencedores, como Phelipe Rodrigues, que já está no top 10 e pode ampliar ainda mais sua marca.
Com 373 medalhas, sendo 109 de ouro, 132 de prata e 132 de bronze na bagagem, o país conta com um dos maiores medalhistas da história dos Jogos e diversos atletas que fizeram e seguem fazendo história nessa competição. Confira o Top 10 dos maiores medalhistas paralímpicos do Brasil:
O nadador Daniel Dias é o maior medalhista paralímpico do Brasil e está no top10 dos maiores medalhista da história dos Jogos Paralímpicos. O brasileiro subiu ao pódio nos Jogos de Pequim 2008, Londres 2012, Rio 2016 e Tóquio 2020, totalizando 27 medalhas conquistadas, sendo 14 de ouro, 7 de prata e 6 de bronze.
Daniel nasceu com má-formação de seus membros superiores e inferiores e competiu nas classes S5, SB4 e SM5 nos Jogos Paralímpicos. O maior nome do esporte paralímpico brasileiro se despediu em Tóquio 2020 com três bronzes.
André Brasil, também da natação, é o segundo maior medalhista brasileiro, tendo conquistado 14 medalhas, sendo 7 ouros, 5 pratas e 2 bronzes. O brasileiro subiu ao pódio durante as Paralimpíadas de Pequim 2008, Londres 2012 e Rio 2016.
3º – Clodoaldo Silva – 14 medalhas
A natação paralímpica brasileira sempre foi destaque. Fechando o Top 3, Clodoaldo Silva é uma das primeiras grandes referências da natação paralímpica brasileira. Ele foi 6 vezes medalhistas de ouro em Atenas 2004, além de conquistar mais 6 pratas e 2 bronzes ao longo de sua carreira paralímpica, totalizando 14 pódios.
Clodoaldo foi homenageado nos Jogos Paralímpicos do Rio 2016, sendo o escolhido para a acender a pira paralímpica naquela ocasião.
Referência no atletismo paralímpico brasileiro, Ádria Santos é a 4ª maior medalhista do Brasil e a mulher mais medalhada da história do país nos Jogos Paralímpicos.
Ao todo, Ádria conquistou incríveis 13 medalhas, sendo 4 ouros, 8 pratas e 1 bronze entre os Jogos de Seul 1988, Barcelona 1992, Atlanta 1996, Sydney 2000, Atenas 2004 e Pequim 2008.
Apaixonado por esporte desde pequeno, Luiz Claudio Pereira ficou paraplégico aos 16 anos, mas seguiu em atividade através do atletismo paralímpico. O brasileiro disputou provas de arremesso de peso, lançamento de dardo e de disco, além do pentatlo nos Jogos Paralímpicos de Stoke Mandeville 1984, Seul 1988 e Barcelona 1992.
Ao todo, Luiz Claudio conquistou nove medalhas paralímpicas, 6 de ouro e 3 de prata, sendo o 5º maior medalhista paralímpico brasileiro. O histórico atleta brasileiro faleceu em 2022 aos 60 anos.
Competindo nas categorias 5000m T12, 1500m T13, 1500m T11, 500m T11, 800m T12, 5000m T13 e 10000m T12, Odair conquistou nove medalhas paralímpicas, sendo 5 pratas e 4 bronzes entre 2004 e 2016.
O brasileiro, que começou a perder a visão a partir dos nove anos, por decorrência de uma retinose pigmentar, aposentou sem conquistar a tão sonhada medalha dourada. Apesar disso, fez história com os pódios paralímpicos e com a quebra do recorde mundial nos 800m rasos em 2015.
Ainda no atletismo, Terezinha Guilhermina também um dos grandes nomes do atletismo paralímpicos brasileiro e a segunda mulher mais medalhada do Brasil.
Especializada nas corridas de 100 metros rasos, 200 metros rasos e 400 metros rasos, nas categorias classe T11 ou classe T13, Terezinha Guilhermina conquistou 8 medalhas, 3 ouros, 2 pratas e 3 bronzes entre os Jogos de Atenas 2004 e Londres 2012.
Representando o Brasil de Atlanta 1996 até os Jogos do Rio 2016, Adriano Lima acumulou 8 medalhas paralímpicas na natação, sendo 1 ouro, 4 pratas e 3 bronzes.
Phelipe Rodrigues merece destaque por ser o principal medalhista brasileiro que ainda está em atividade e estará na disputa dos Jogos Paralímpicos de Paris 2024.
O brasileiro, que disputa provas da categoria S10, já conquistou 8 medalhas, sendo 5 pratas e 3 bronzes, entre os Jogos de Pequim 2008 e Tóquio 2020. Agora, em Paris, Phelipe vai em busca do seu primeiro ouro e mais medalhas, podendo subir na prateleira dos maiores medalhistas paralímpicos brasileiros da história.
Fechando o top 10, Luis Silva, também da natação, conquistou 7 medalhas paralímpicas, sendo 1 de ouro, 5 pratas e 1 bronze.